Passado é folha


Passado é folha usada. Folha amassada. Folha velha.
Quem dera ser um tronco, cujas folhas caem pouco a pouco... naturalmente.
Tronco sem folha sente chuva, descasca de tanto sol.
Vira casa de formiga, abrigo de joaninha, mural de paixões eternas.
Com gente é diferente.
Gente senta no tronco, fecha corpo, fecha os olhos e chora pela folha.
Lembra dos rabiscos da folha.
Cisma que se a folha voltasse pra mesa, poderia ser reutilizada.
Reescrita.
Mas passado reescrito serve de nada não.
Bom mesmo é passado que vira futuro.
Tronco pelado, ganha raminhos verdes de alegrar o coração.
Passa um mês, dois e pimba: folhas enormes preencheram o vazio de outrora.
Gente que supera, ganha cicatriz e força pra continuar.
Passa um ano, dois, três, eternidade...
Reencontro.
O amanhã é hoje.
 Troca de experiências.
Te conto o que aprendi.
 Conversa em mesa de bar.

Sejamos troncos.





Redundanserias


Maior defeito: levar tudo a sério.
Maior virtude: levar tudo a sério.
Uma crítica: levo a sério.
Elogios: levo a sério.
Discussões: levo a sério 
Trabalho: levo a sério.
Palavras que machucam: levo a sério.
Esquecer o que me fez mal: levo a sério.
Sociedade doente: levo a sério.
Juras de amor: levo a sério.
O foda é quando não te levam a sério.
Aí... é um caso sério.
Seríssimo.


Por Miguel Gontijo


Hoje fui numa exposição.
Comi,
bebi,
observei.

No fim, a descoberta:
meus livros trepam.

Maria Hoje


Hoje.

Maria está triste apesar de parecer feliz.
Maria não vive como outrora.
Maria prometeu nunca mais pensar no passado ou no que poderia ter sido.
Maria só segue em frente.
Engraçado, que o hobby de Maria era planejar.
Maria não planeja mais nada.
Se planeja é sem querer.
Ou dá certo ou dá errado.
Ou dá na mesma.
Maria já não assiste séries.
Maria tomou pavor de seriados.
Maria nem canta mais aquelas musiquinhas de abertura.
Maria não vai mais ao cinema quase toda semana.
Maria nem sente mais vontade de ir.
Hoje.
Maria se diverte de outra forma.
E se veste também.
Outra forma.
Outra fôrma.
Maria teve que matar duas baratas sozinha.
Sim, duas. Ao mesmo tempo.
Maria nunca faria isso, mas precisou fazer.
Era Maria, a casa e as duas baratas.
Ao mesmo tempo.
Maria teve um sonho esquisito.
Esse sonho de Maria a fez pensar.
Acontecido do dia, mais o sonho de Maria, a fizeram pensar.
Sonho e acontecido na ordem.
Quando as coisas acontecem com Maria, é sempre ao mesmo tempo.
Como as duas baratas.
Maria se arrependeu mais uma vez.
Pior, Maria se lembrou mais uma vez.
Maria tinha prometido nunca mais pensar no passado ou no que poderia ter sido.
Maria se sente mal por isso.
Mas não é culpa de Maria.
Maria sabe que tem culpa.
Maria foi proibida de puxar assunto de novo. 
Mas lembrança...
Lembrança não tem culpa de vir nos momentos mais improváveis.
Incabíveis.
E Maria acha incabível ter lembranças.
Maria se culpa por não ter culpa.
Maria detesta a ideia de ter despertado mágoa, raiva ou qualquer sentimento ruim ou piedoso em alguém.
Maria só queria experimentar a vida.
Maria achava que morava em uma gaiola de afeto, cuidado e emoções.
Maria fugiu e jogou a chave fora.
Hoje.
Maria chora.
Agora.
Maria chora.
Maria também ri.
Maria se diverte de outra forma.
Mas quando ninguém vê, Maria chora.
Chora e engole o choro.
Mata a sede com o choro.
Perde a fome com o choro.
Anda pela casa escura e silenciosa secando o choro.
Mas mesmo assim, Maria tenta.
Maria gosta de tentar.
Maria só não gosta de pensar até quando.
Hoje.
Maria está pela metade.

Terapia (ou círculo vicioso)


Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer,
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, esquecer, escrever.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer,
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, esquecer, escrever.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.


Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer. Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer. Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
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Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
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Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
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Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
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Lembrar, chorar, escrever, esquecer. Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
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Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
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Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.
Lembrar, chorar, escrever, esquecer.

Lembrar.
Chorar.
Escrever.
Esquecer.


Esquecer.
Esquecer.
Esquecer.
Esquecer.

Lembrar.
Esquecer.

Chorar.
Esquecer.

Escrever.
Esquecer.

Esquecer.
Esquecer.

_____________

Sem control c.
Sem control v.

Solavancos


Acabou.
A-ca-bou.
Era doce.
Hoje tá amargo.
Tá amargo porque acabou.
Acabou porque já estava acabado.
Descabido.
Desgarrado.
Isso eu já sei.
Isso eu já sabia.
Por isso caio fora.
Por isso caí.
Voltei.
Por impulso.
Impulsiva.
Amo ser impulsiva.
Detesto ser impulsiva.
Quero ficar.
Quero ir.
Não. 
Ir posso não.
Ficar também tá foda.
Tô chorando.
Tô lendo coisas.
Tô ficando puta.
Tô ficando com raiva.
De você.
De mim.
Tô no erro.
Sempre estive.
Errei.
Acabou.
Pra ficar tem que ser de fé.
Mas eu sou de fé.
Eu era de fé.
Tô morrendo aos poucos.
Mas escondo a tristeza atrás de um sorriso.
Sorriso de morte.
Dente escancarado.
Dente que engana.
Engana trouxa.
Engana por engano.
Acabou.
Chorare.

Fama


Essa fama de mulher carioca.
Ah, essa fama!
"Carioca é tudo vagabunda, é só piscar o olho e já leva pra cama."
Ah, a cama!
Se carioca deita é porque tem coragem.
Ô se tem!
Coragem de encarar o amanhã.
Coragem de levar um pé na bunda pela manhã.
E olhe pro relógio! O dia ainda nem nasceu!
Por isso te digo meu irmão...
Essa fama de carioca.
Ah, essa fama!
Não procede não.
A gente toca o terror quando precisa.
Pica a mula quando a chapa esquenta.
Esquenta na chapa o pão dos meninos.
Dá nó na corda quando ela arrebenta.
Carioca tem amor pra dar e vender.
Principalmente quando o salário atrasa.
Volta do trabalho esbaforida, cabelo pro alto, doida pra chegar em casa.
Casa.
É lá que a transformação acontece.
Arrumada, vira mulher, amante, homem ou piriguete.
A carioca rouba a noite, rouba beijo, rouba a cena.
Faz quadradinho e borboleta ter mais repercussão que um poema.
E é por isso.
É por isso que carioca leva a fama.
Porque não faz cu doce e deita mesmo na cama.
Ah, a cama.
Triste?
Triste é não poder rir até mais tarde.
Pior é segurar a onda, quando se tem vontade.
E vontade... ah, a vontade.
É pecado quando se deixa passar.
Carioca é "fim de linha, é lenha, é fogo é foda".
Carioca é pássaro, que se não voar sufoca.
É claro que não são todas assim.
E nesse grupo de moças de boa família não me encaixo.
Comigo o buraco é mais embaixo.
Eu prefiro ser taxada de tudo à fazer as coisas por trás.
E esse papo de por trás...
Ah, esse papo.
Aí são outros quinhentos.

No corpo existia o ombro. O ombro parecia um monte. No monte escrevi poesia.




Pele.
Osso.
Frio.
Na espinha.
Ombro.
Monte.
Alto.
Caminha.
No meio.
Costas.
 Feixe profundo.
Tateia.
Sem medo.
Entra.
Afundo.

É fim


É pé.
 É pedra.
 É começo de caminho.
É pé.
 É estrada.
 É sangrar sozinho.
É pé.
 É câimbra.
 Unha suja que se acomoda.
É fé.
 É foco.
 É foda-se.
 É foda.

Pergunta



Você teria coragem de largar tudo pra tentar viver uma vida nova?
Melhor... a mesma vida, mas com novas coisas?
A proposta está de pé.
Ainda aguardo sua resposta.
Nem que eu tenha que buscá-la.
Que roubá-la.
Que trazê-la.
Que tê-la.
Cá.
Comigo.
Amigo.

O dedo


Ana  foi a mulher mais feia e mais sensacional que já tive.
Pra ela, tudo era motivo de tirar a roupa.
Aumento de salário, aniversário da tia-avó, compras de mês, time que ganhou o campeonato.
O dente que lhe faltava era preenchido com sorriso largo.
Meu dedo sempre a apontava.
Tudo era bom até encarar o espelho.
O dente logo virou pedra no sapato. Desistiu de ficar nua. Cansou de me envolver em suas comemorações descabidas.

Deprimida, arrumou as trouxas e trancou o portão pra nunca mais.

Dia desses me disseram que Ana perdeu o dente da frente numa queda, mas levantou e morreu de rir nos braços de Jaime, dono daquele boteco fuleiro no Catete.
No quintal abandonado, encontrei um bilhete cheio de terra, grama e garrancho inconfundível.
Li.
Senti cheiro de perfume barato.
Encarei o espelho pela primeira vez.
O dedo apontou na minha cara.
 O feio da Ana era eu.



Vai

MUDANÇAS
ANDANÇAS
CORRERIA
MUDA
ANDA
CORRE
Tô indo.

Relatório


Do mundo dos sinônimos sussurrou quase trinta depois de ler a porra toda.
Sentiu raiva, nojo, repulsa, vontade de espancar, asco, horror, ojeriza, desprezo, repugnância, mal estar, fastio, náusea, engulho, aversão, desprezo, arrependimento, fobia, desgosto e rancor. 
Fora todos os palavrões que soltou no meio da avenida enquanto transeuntes iam e vinham como se fossem relevantes ou significativos pra alguma coisa ou alguém.
Filmes cheios de cenas bonitinhas e romantiquinhas passaram por sua cabeça sem parar, como acontece com meninos no auge da puberdade.  Daqueles que não cansam de bater uma.
O fato é que não estava nem aí pro orgasmo.
Se cansou e decidiu pôr um fim naquele filme, cuja participação era tão importante quanto a de uma pipoca esquecida no assento do cinema.
Ou no chão.
Anoiteceu.
Adormeceu.
Com o barulho da porta, acabou despertando.
Era a hora.
Pela madrugada, colocaram os pontos em seus devidos lugares.
O quase monólogo viu o sol nascer.
A ira cedeu espaço. A tentativa entrou.
No fim, duas bocas se encontraram.
Acabou em sexo.



Brinde o sentimento.



Visse


Se antes já duvidava... agora, bato mais o pé.
Eu sei o que você viu naquela mulher.

Sufoco


Aos poucos a euforia da novidade foi se perdendo no meio de algumas ruas.
Claro que um dia isso aconteceria...  só não esperava que fosse tão rápido.
Aliás, esperar alguma coisa é por si só um antagonismo, já que ela não esperou nada: 
foi lá e fez, simples assim.
- Planejar? Isso é coisa de gente fraca! 
Bravejou com sua voz rouca.
No final das contas, gritou a toa. Nem a parede fez questão de escutar.
Acontece que hoje o peito deu um nó que chegou a sufocar.
Esbugalhou os olhos e pediu ajuda ao teto. 
Branco. 
Em vão.
Minutos atrás sentiu falta da própria sombra.
Tratou logo de fotografá-la.